Raul abriu a porta bruscamente, olhando no rádio relógio aceso, marcando 21h em ponto, em pânico tateou a parede ao lado da porta acendendo a luz identificou em cima da mesa de centro de sua sala controle-remoto da TV.
Bateu a porta ligeiro dando um longo passo à frente e deixando o braço pra trás, com a outra mão apanhou o controle veloz se atirando no sofá e ligando a sua televisão.
Olhou no noticiário se negando a acreditar, trocou o canal inúmeras e sequênciadas vezes e se entregando ao foto exposto estacionou num canal qualquer, as imagens mostravam as chamas do voo 133 da BRA' que caíra numa fábrica de fogos de artifícios, quando o repórter anunciava:
_Embora a fábrica se encontre distante de qualquer moradia da cidade, os envolvidos no acidente não tiveram chances. Os bombeiros tentam cessar as chamas.
Raul então olhou estatelado com extrema agonia em sua face, como se somente sua alma chorasse e num instante entrou em desespero, um frenesi! Levantou de seu sofá num salto por cima da mesa de centro e aterrissou de frente para tv, segurando-a com ambas as mãos em suas laterais e a jogou contra o chão, partindo ao meio e lançando faíscas!
Desesperadamente correu pelos cómodos do aparmento gritando incansavelmente, "Não pode ser! Tem de ser mentira!", e de repente caindo em estântanea depressão ao adentrar seu quarto, se atirou na cama abraçando o travesseiro de sua esposa e em prantos começou a dizer: _Por quê?! Por que escolheu essa viajem?!